Soubesse eu conjugar as palavras por forma a que cada letra reflectisse um tom que conjugados tomassem formas e cores em tela e pudesse assim alto e bom som dizer o sentimento que pela minha Terra tenho. Ai se eu soubesse. Ai assim pudesse.
Sexta-feira, 15 de Junho de 2007
Falta 0 dias

Podia começar hoje as festas do Divino Espírito Santo, no Penedo, onde o ponto alto é passear o touro à corda pela povoação. No final do passeio o animal era morto, como se em um matadouro se tratasse. O animal era preso e um profissional espetava a faca. Não tinha nada a ver com «Touros de Morte» pois o animal não era morto na sequência de lide tauromáquica.
Este animal no dia seguinte era distribuído no chamado «Bodo aos Pobres», onde as pessoas pobres das imediações tinham mesa farta, sentados ao lado das pessoas que tomavam a sua refeição na mesma mesa como pagamento de promessas.
No seguimento das festas de Barrancos foi tudo corrido pelo mesmo diapasão, mesmo que, como neste caso, não tocassem a mesma música.
As associações de defesa do animal, ficam histéricas com os holofotes da comunicação social, onde todo o ano hibernam e nestas alturas roncam para chamar a atenção sobre os animais e sobre si próprios, quando as pessoas, neste caso específico as pessoas do Penedo, só querem perpetuar a sua história, prestando um tributo aos seus antepassados.



estupefactado por NunoCosmeMoreira às 21:14
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3 comentários:
De pedromac a 17 de Junho de 2007 às 22:42
A história das tradicionais festas em Louvor do Divino Espirito Santo do Penedo, tinham na sua parte pagã, a tourada á corda, e após a morte do touro no centro da aldeia, junto ao fontanário, e acontecia de facto como descreve no seu post.Eu próprio durante dois anos seguidos fui fazer fotografias desses momentos, sentado em cima desse fontanário.Acontece que actualmente, não só pela questão legal, mas também por níveis de sensibilidade diferentes dessa época, seria inaceitável um espectáculo público desse género.No meu blog “Rio das Maçãs, já coloquei esta história-

http://riodasmacas.blogspot.com/2007/06/de-museu-exposio-itinerante.html

Mas não coloquei nenhuma das fotografias que tenho, nem mesmo do tal”passeio” como refere, pois esse passeio como sabe era feito com o animal controlado por cordas e por vezes quase arrastado pela ruas da aldeia com grupos de muitas pessoas á sua frente .Sei que para os habitantes do Penedo essas festa, integradas no culto do Espírito Santo,eram muito importantes, especialmente a parte da tourada e do bodo, mas realmente os tempos mudaram, e o respeito pelo animais aumentou, e as tradições que que envolvam actos como os que se passava no Penedo não poderão continuar.Existe de facto a excepção de Barrancos que é inexplicável, e que teve na altura apoio do então Presidente da Républica Jorge Sampaio, mas mesmo em Barrancos essa tradição, que tem a grande influência de Espanha pela proximidade da fronteira, irá terminar nas próximas gerações.
Como nota final, as fotografias que tirei nos dois anos que fui ao Penedo, para as fazer, são a preto e branco, mas nunca mais me esqueci do sangue vermelho do touro/boi, a escorrer pela valetas nas ingremes ruas do Penedo após a morte do animal.

Um abraço
Pedro Macieira


De pedromac a 17 de Junho de 2007 às 22:54

Errata ao meu comentário anterior

Por lapso coloquei um link no meu comentário anterior sobre as Festas do Penedo que não é o que menciono no comentário,.
O link correcto é:

http://riodasmacas.blogspot.com/2007/01/aldeia-do-penedo-sintra.html

As minha desculpas
Pedro Macieira


De NunoCosmeMoreira a 18 de Junho de 2007 às 11:22
Caro Pedro obrigado pelo seu comentário.
Na verdade como o meu post já estava um pouco extenso, não entrei em pormenores àcerca do modo por exemplo como era preso o animal. Na verdade eram 2 cordas e como é normal as pessoas não podiam empurrar só podiam puxar, ou seja não havia defesa de quem puxava pois o touro podia vir na sua direcção se não houvesse coordenação, boa vontade, das pessoas da outra corda.
Penso que estamos de acordo que não havia o commummente chamado «touros de morte» pois na verdade não havia lide tauromáquica com morte do animal.
Com respeito à morte do touro, acho que desde sempre se fez a sangria do animal, que acontecia já depois do animal estar morto. Penso que era melhor encontrar ali o seu fim do que ir para um matadouro e o resultado ser idêntico. A morte do animal.


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