Soubesse eu conjugar as palavras por forma a que cada letra reflectisse um tom que conjugados tomassem formas e cores em tela e pudesse assim alto e bom som dizer o sentimento que pela minha Terra tenho. Ai se eu soubesse. Ai assim pudesse.
Sábado, 23 de Dezembro de 2006
Produtividade

O significado desta palavra não é fácil. Quando na Comunicação Social se diz que os portugueses não são muito produtivos, parece que estão a dizer que os portugueses não trabalham muito. Vejamos o seguinte.
Há dezenas de anos atrás, para fazer uma auto-estrada, era necessário milhares de trabalhadores para a construção da dita. No presente, com a tecnologia, com as máquinas que existem, com algumas dezenas de pessoas consegue-se fazer o mesmo trabalho. Com menos esforço individual, a produtividade é muito superior.
Outro exemplo, um café onde uma cerveja seja vendida a 1 euro vende por dia, suponhamos, 50 cervejas, o que perfaz 50 euros. O estabelecimento ao lado, vende a mesma cerveja a 5 euros. Vendendo só 12 cervejas ao fim do dia, perfaz 60 euros. Vende menos, mas recebe mais dinheiro. Como cada estabelecimento tem o mesmo número de empregados, e não venderam mais nada, qual é que é a mais produtiva?



estupefactado por NunoCosmeMoreira às 23:34
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14 comentários:
De Anónimo a 25 de Dezembro de 2006 às 23:54
Lá estás tu com os teus "supônhamos"
:)

Sereia*


De NS a 26 de Dezembro de 2006 às 15:08
Queres saber a empresa mais produtiva ou os empregados mais produtivos?


De NunoCosmeMoreira a 26 de Dezembro de 2006 às 15:34
Podes dar uma lição completa...


De NS a 27 de Dezembro de 2006 às 11:16
O estabelecimento ao lado, é mais produtivo, pois com o mesmo investimento (ou menor), gera mais riqueza para o accionista e para o Estado e possivelmente para os empregados. Porém os trabalhadores do primeiro café poderão ser mais produtivos, pois vendem mais unidades a mais clientes. Digamos que com um handicap de 4 Euros por unidade conseguem realizar quase a mesma receita. Mas a verdade é que contam com a ajuda da lei da procura e da oferta, o que torna as situações algo incomparáveis.

Quais os empregados que devem receber mais?

Imagine-se que o preço de custo da cerveja é 0.50. O café tem um lucro de 25 e o outro tem lucro de 54. O café deve pagar mais aos empregados por venderem muitas cervejas ou deve ser o outro a pagar mais, porque tem mais lucro, aos empregados menos produtivos?


De NunoCosmeMoreira a 27 de Dezembro de 2006 às 15:47
Era interessante o dr. comentar o caso anterior, da construção da auto-estrada. Obrigado...


De NS a 28 de Dezembro de 2006 às 17:22
Mas essa questão nem se coloca...

O aumento de produtividade obtido pela permuta da produção de trabalho intensivo para capital intensivo foi comprovada há mais de um século. Aliás é um fenómeno muito estudado e conhecido por revolução industrial.

Os países que hoje dominam o comércio mundial são os que mais cedo fizeram esta permuta e se especializaram na engenharia, Alemanha e Japão. Os E.U.A vieram atrás, e cresceram também com a ajuda das guerras.

Mas tais permutas foram acontecendo ao longo da vida da humanidade. O primeiro caso que me recordo foi a invenção da Imprensa por Guttenberg no Séc XV ou XVI.
Antes de Guttenberg os livros eram escritos e cosidos à mão.
Um livro normal demorava dois ou três anos a ser copiado e por isso custava o equivalente a um bom BMW ou Mercedes.. A Bíblia, demorava de dez a quinze anos a ser escrita (como se sabe eram os monges que o faziam nos conventos e mosteiros) e por isso custava o que custa hoje um ou dois prédios.

Antes de Ford, cada automóvel podia demorar 6 meses a ser construído.. Hoje é montado em cinco minutos.

Em suma, é algo mais que provado. O sucesso das empresas de hoje consiste em conjugar a ideia certa, com a imagem própria, a tecnologia adequada, a capital humano perfeito, a ética e responsabilidade social possível, e ainda com a feroz concorrência global.

É muito mais complexo que a longíqua dicotomia homem-máquina.


De NunoCosmeMoreira a 29 de Dezembro de 2006 às 15:43
O que eu escrevi inicialmente, era um comentário ao que a comunicação social e outros comentadores dizem sobre a falta de produtividade dos portugueses. Será que a mensurabilidade da produtividade não é a quantidade do que é produzido a dividir pela quantidade de pessoas que produziram? Para saber qual é a produtividade, não é tida em conta a tecnologia, gestão, marketing e outras condicionantes para essa aferição!


De NS a 29 de Dezembro de 2006 às 22:09
Mas a questão é mesmo essa. É que o mal nossa produtividade e da nossa comunicação social é meter tudo no mesmo saco. Já diversas figuras de relevo alertaram para o facto dos trabalhadores portugueses quando estão noutros países são dos mais produtivos.

Cá em Portugal é o tecido empresarial português que não permite que se produza mais. A par de governos bananas que dão tudo o que é pontes e feriados, e com a comunicação social sempre a massacrar as decisões mais duras na sua ânsia de vender.

É impossível falar em produtividade na equação tão simples como colocas. Uma organização tem que ser produtiva como um todo e não são os senhores da produção que não são produtivos. Porque nesse ponto de vista não interessaria para nada ser produtivo.

De que serveria produzir centenas de produtos se não houvesse como os armazenar, embalar, distribuir, transportar, não serem reconhecidos no mercado, a empresa não recebesse o dinheiro, não pagasse salários, etc...
Até era estragar, estragar matérias primas que acabariam por se tranformar em armazéns de coisas que ninguém quer comprar.

NMHO é efectuando todas estas situações que uma empresa pode ser produtiva.

produzir muito, enriquecer.. História


De Tinto a 27 de Dezembro de 2006 às 17:31
E qual era a marca da cerveja?


De NunoCosmeMoreira a 29 de Dezembro de 2006 às 15:44
O que eu gosto realmente é da água do Penedo!!!


De Comendador da praia a 28 de Dezembro de 2006 às 22:11
Uma coisa é certa. Prefiro pagar um euro pela cerveja. Opto pelo país com os habitantes menos produtivos, mas com clientes mais satisfeitos, onde as cervejas são a um euro e não a cinco como em algumas nações ditas produtivas.
Já chega de considerar seres humanos como se fossem máquinas e de avaliar a sua produtividade como õ consumo de um carro. Em tempos vi analistas dizerem que os 5 minutos diários de cada americano a comentar o julgamento de O.J. Simpson eram um prejuizo de biliões ao fim do dia. Ordem: só trabalhem, não falem, não pensem, não...


De NunoCosmeMoreira a 29 de Dezembro de 2006 às 15:47
Ainda bem que paraste com os não..., pois de seguida já estava à espera de alguma brejeirice, o que não era espectável da tua parte sr. Comendador.


De NS a 29 de Dezembro de 2006 às 22:21
Sr. COmendador pode até ter razão, mas aqui estava a pensar-se na óptica da empresa. Porque essa questão dos clientes satisfeitos tem muito que se lhe diga..

E agora falando como cliente, há quem possa e prefira, pagar cinco euros por uma cerveja, e bebê-la num copo sem um único risco a olhar as ondas bravas do mar a bater nas rochas do guincho.

Como trabalhadores falta-nos também entender uma coisa: Temos que criar valor para a empresa onde somo colaboradores. E criar valor, hoje em dia não é trabalhar segundo uma lista de tarefas, cumprir o horário e ser pontual. É acontecer que com o nosso trabalho, a empresa receba meios financeiros superiores ao nosso vencimento e respectivos trabalho, remunere os capitais investidos acima da taxa normal e ainda sobre algum para garantir a continuidade da empresa (manutenções, novas máquinas, etc. etc.)

Tudo o resto leva ao fim das empresas, tal como tem vindo infelizmente a acontecer em Portugal. Só que como dizia noutro post, cá a culpa não é dos trabalhadores.. é dos gestores..


De Tinto a 30 de Dezembro de 2006 às 01:25
Eu por mim fico-me pela mais cerveja mais barata mas q seja de qualidade. Então com um camaraozito do eusebio...


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